NA ETIÓPIA

Arca da Aliança pode ser revelada ao mundo


Mesmo para quem não é cristão, a Arca da Aliança é um dos tesouros mais fascinantes em toda a história da humanidade. Ela foi eternizada, além das páginas da Bíblia Sagrada, no filme Indiana Jones e os caçadores da arca perdida-1981 (foto), em que o personagem título, vivido pelo astro Harisson Ford buscava o artefato.


Mas, após milênios de mistério, parece que a arca enfim será revelada ao mundo, em pleno século XXI. E também a sua localização. Bom, para facilitar as coisas vamos por parte.



Durante uma visita a Roma, o alto líder religioso da Etiópia, o patriarca ortodoxo Abuna Paulos afirmou que a arca está localizada há mais de dois mil anos em seu país, mais precisamente na cidade de Axum, e em perfeito estado de conservação.



Segundo ele, o artefato foi levado de Jerusalém pelo imperador etíope Menelik I, conhecido como o suposto filho do rei Salomão com a rainha de Sabá. Paulos anunciou à imprensa internacional que é “hora de o mundo conhecer a arca”, e para isso, será construída um museu, embora que para isto seja feito um estudo de viabilização da idéia.



A Arca, segundo o patriarca, encontra-se numa Igreja situada numa ilha no meio de um lago na cidade de Axum, que já foi capital da Etiópia. É guardada perpetuamente por um monge que apenas é substituído quando morre.



A arca para judeus e cristãos


Segundo o Antigo Testamento, a Arca (foto) continha a presença viva de Deus. No seu interior encontravam-se os restos das Tábuas da Lei, as placas nas quais foram inscritos os dez mandamentos, e que Moisés quebrou no chão em fúria quando viu que o povo de Israel tinha construído um bezerro de ouro para adorar.


Tocá-la era um ato severamente punido, inclusive com morte instantânea, razão pela qual existiam varas para seu transporte. Há um relato na Bíblia (1 Samuel 4:1-11) que mostra claramente isso.



Na ocasião, a arca havia estado fora de Jerusalém por mais de 40 anos e quando o exercito do rei Davi a trouxe de volta, uma grande festa foi realizada. Durante o desfile, os bois que puxavam o carro que levava a arca tropeçaram e então um homem chamado Uzá estendeu a mão para segura-la e morreu “fulminado”.


Há quem diga que os elementos utilizados para a fabricação da arca, entre madeira de acácia e ouro, são bons condutores de eletricidade, o que tornou o objeto igual a um transformador de energia.


A Arca permaneceu como um dos elementos centrais do culto a Deus praticado pelos israelitas durante todo o período monárquico, embora poucas referências sejam feitas a ela entre os livros de Reis e Crônicas.


Em 587 a.C (ou 607 a.C, segundo alguns estudiosos), Nabucodonosor, rei da Babilônia, invadiu o reino de Judá e tomou a cidade de Jerusalém. O relato bíblico menciona um grande incêndio que teria destruído todo o templo. A Arca desaparece completamente da narrativa a partir desse ponto, e o próprio relato é vago quanto ao seu destino.


Para os católicos, que se utilizam da Septuaginta (Escrituras Sagradas na versão grega), o desaparecimento da Arca é narrado no livro de II Macabeus cap. 2 (não aceito pelos protestantes e pelos judeus). No relato, o profeta Jeremias ordena que levassem a Arca até o monte Nebo para esconde-la em uma caverna. O lugar era tão secreto que nem o profeta nem seus discípulos conseguiram acha-lo.

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