PAZ EM MEIO À TRAGÉDIA

Jornal declara: “Haitianos querem Deus!”

O New York Times, um dos principais periódicos dos Estados Unidos, divulgou na última semana o “lado B” da tragédia no Haiti. Segundo o jornal, a maioria dos haitianos está buscando em Deus a resposta e a resolução de seus males herdados com o terremoto que varreu a capital Porto Princip, no último dia 12.

Com o título “Amid Rubble, Seeking a Refuge in Faith” (Em meio aos escombros, buscando refúgio na fé), a matéria mostra o sofrimento dos sobreviventes da tragédia em sua busca por amenizar suas dores, através da “religião”.

Um pastor haitiano, reverendo Joseph reúne diariamente o maior número de pessoas possível, ocasião em que é pregada a Palavra de Deus, como forma de consolo e encorajamento aos fragilizados haitianos.


“Pensem na nossa nova cidade aqui como o lar de Jesus Cristo, não como a cena de um desastre”, ele falou. “A vida não é um desastre. Vida é alegria! Você não tem comida? Se alimente do Senhor. Não tem água? Beba do espírito santo”, dizia o pastor, segundo a reportagem.

Em sinal da importância das igrejas, o presidente Rene Preval reuniu líderes religiosos juntamente com líderes políticos e empresariais na delegacia de polícia que se tornou sua sede. Ele pediu às igrejas, em particular, que se concentrem em alimentar as pessoas, mas deu pouca orientação sobre o que o governo fará para ajudar.

Fé e esperança


Não longe da igreja evangélica provisória na praça Champs de Mars, fiéis se reuniram diante das ruínas da principal catedral da cidade para ouvir um apelo por paciência feito por um bispo.

“Nós temos que manter a esperança”, disse o Bispo Marie Eric Toussaint, embora ele tenha reconhecido não ter nenhum recurso para ajudar os muitos que estão sofrendo e achar difícil declarar com qualquer confiança se a catedral será reconstruída.

Outro homem que acompanhou o serviço evangélico apresentou sua esposa que está grávida de oito meses e se sentou no chão, pálido. “Um bloco de concreto caiu sobre a barriga dela e nós não sabemos se o bebê ainda está vivo”, disse o homem, Ricot Calixte 28. “Rezar pode ajudar, eu acho. Como ainda respiro, ainda tenho fé”.

Ao redor deles, na missa, os aplausos e améns intensificaram na cidade de barracas que não tem nenhuma barraca de verdade, apenas tendas improvisadas. O acampamento central na praça Champ de Mars é a igreja provisória de Lejeune, que no seu prédio original destruído contava com 200 membros ativos, três dos quais foram mortos e muitos estão desaparecidos.

“Aqui nós começamos diariamente com o que eu chamo de missa do café da manhã,” ele disse antes da missa de domingo. “Nós não temos café, claro. Mas essa é uma reza para nos acordar e nos fortalecer quando olhamos para frente e pensamos, ‘Ai, e agora?’”

Ele pausou, esfregando o nariz por causa do odor de restos humanos e acrescentou: “Uma igreja em um banheiro, é isso que nós somos. Por enquanto.”

Fonte: Gospel+/ New York Times

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