Pastor que nunca pecou, que atire a primeira pedra…

Marco-Feliciano
Marco Feliciano pode perder o título de pastor por ter concedido entrevista à Playboy

E mais uma polêmica se forma em torno do pastor Marco Feliciano. Tudo isso porque o pastor e deputado federal (PSC-SP) concedeu entrevista a uma revista de conteúdo adulto. No período de lançamento da revista, houve grande discussões em redes sociais e até na mídia especializada no mundo gospel sobre tal participação do pastor na revista.

Na entrevista, Feliciano falou sobre várias experiências suas antes da conversão, sobre sua posição a respeito da homossexualidade, além de outros temas polêmicos, como sexo anal, críticas ao governo e do seu desejo de se tornar presidente. Valeu criticas também à ex-senadora Marina Silva.

Toda essa polêmica rendeu a proposta de exclusão de Feliciano do rol de membros da Assembleia de Deus, além da perda do seu título pastoral. A ideia partiu da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo (Confradesp), presidida pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da CGADB e da Assembleia de Deus em São Paulo.

Se o processo de exclusão permanecer, o nome do parlamentar, que é líder da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, deve ser encaminhado à CGADB e sua exclusão poderá ser votada em uma Assembleia Geral Ordinária (AGO).

E tudo isso porque, como o pastor afirma, ele queria atingir a um público não evangélico, a um público que não o conhecia. O que é de se espantar é que alguns pastores afirmaram que o perigo de tal entrevista era que poderia estimular o publico evangélico a comprar essa revista. Não sei o que é mais “tosco”, se um pastor conceder entrevista a uma revista de mulheres peladas ou um pastor achar que, para alguém comprar revista de mulher nua, precisa de entrevista do Marco Feliciano. Sou avesso a essa entrevista e não concordo.  Isso, de fato, me dá o direito de não concordar com essa publicação. Agora, usar disso como jogatina política e ainda querer “excomungar” o pastor por tal feito é no mínimo absurdo! O que no máximo deveria acontecer seria uma advertência ou disciplina.

Feliciano tem sido de grande utilidade nessa briga acirrada contra a “ditadura da mordaça” e contra tais efeitos por meio da PLC-122. Tem defendido na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) princípios da moral e dos bons costumes, além de ser o terceiro deputado mais atuante do Brasil e o primeiro com mais influência e popularidade nas redes sociais, empatado com o ex-jogador e deputado Romário (PSB-RJ).

E então, agora se forma uma comitiva de pastores que querem expulsá-lo das Assembleias de Deus. Deixo aqui meu questionamento aos assembleianos. O que vocês acham disso? E então, vamos expulsar todos os que cometeram erros até hoje e a igreja ficará vazia! Isso, começando pelos presidentes das igrejas. Afinal, quem nunca pecou que, atire a primeira pedra! ( e olha que ainda vai ter gente que vai atirar… é brincadeira isso).

Por Romário Alcântara – Colaborador. E-mail: romarioalcantara@gmail.com

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