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PC Siqueira, intolerância e a Cristofobia

PC Siqueira: piada sarcástica sobre igrejas gerou furor de cristãos do país

“Não respondas ao tolo segundo sua estultícia, para que não te faças semelhante a ele” (Proverbios 26:4)

Tento compreender o furor por parte de muitos cristãos quando sua fé é posta à prova ou quando suas doutrinas e atos religiosos são colocados contra a parede. Muitos perdem as estribeiras, tremem feito vara verde e dificilmente conseguem defendê-la da forma que é conveniente. E para isso, leia-se “tentar convencer o outro” de que sua fé é forte e inabalável.

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Por seu discurso “anti-gay”, João Campos pode ser expulso do PSDB

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João Campos: seu discurso em favor das famílias não está agradando muito a cúpula do PSDB

Uma crise gerada dentro do Partido Social – Democrata do Brasil (PSDB), por conta do discurso cristão contra a Agenda Gay pode acarretar na expulsão do deputado João Campos (GO), evangélico e presidente da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara dos Deputados.

Ao menos é o que se pressupõem, já que a Ala LGBT do partido considera o deputado como ‘homofóbico’ e como alguém que aderiu ao ‘obscurantismo’. Em outras palavras, o discurso em favor da família e dos princípios cristãos de Campos está atrapalhando os projetos do PSDB, cuja maioria anda lado a lado com as organizações de defesa dos direitos homossexuais.

A confusão gera em torno da proibição do chamado “Kit-Gay”, algo que as organizações LGBTs ainda não engoliram e querem, a todo custo, achar um bode expiatório para o sacrifício. A corda parece que pendeu para o lado de João Campos, que pode ser chamado a qualquer momento para se explicar sobre a negociação em relação ao famigerado Kit do MEC.

Representando as famílias e os cristãos, Campos teria utilizado manobras para ‘negociar’ com a presidenta Dilma Rousseff para, caso o Kit fosse liberado nas escolas, a Frente Parlamentar Evangélica e a Frente da Família iriam aprovar uma CPI, em que o então ministro da Casa Civil Antônio Palocci seria convocado a se explicar por seu suposto enriquecimento ilícito.

Como a “casa caiu” para Palocci, agora a galera do ‘arco-íris’ quer uma desforra. E João Campos está na lista negra dos grupos favoráveis ao Kit Gay, ao PL 122, ao casamento gay nas igrejas, e etc… Torçamos para que a bancada evangélica no Congresso continue a se fortalecer, pois a guerra só começou…

Dilma ‘bate martelo’ e determina suspensão de Kit Gay

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Após ver um dos vídeos divulgados no polêmico Kit Gay (distribuído pelo MEC nas escolas), a presidenta Dilma Rousseff repudiou o material e determinou sua suspensão imediata. Sua alegação (plausível às vistas do bom senso) foi de que o Governo não pode legislar em favor de determinados grupos, e sim promover o respeito a quem quer que seja.

Dilma Rousseff: “Não haverá autorização para esse tipo de política de defesa de A, B ou C”

“O governo defende a educação e a luta contra práticas homofóbicas, no entanto, não vai ser permitido a nenhum órgão do governo fazer propaganda de opções sexuais, nem podemos interferir na vida privada das pessoas. O governo pode, sim, ensinar que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra os diferentes”, disse a presidenta.

A medida foi aplaudida, com toda a certeza, não só pela a bancada cristã (que inclui tanto católicos quanto evangélicos) na Câmara e no Senado, mas também por todos aqueles que prezam pelos bons costumes. Foi uma vitória, de certa forma, e nossos representantes políticos devem continuar trabalhando.

O próximo passo é lutar para que o Projeto de Lei Complementar 122/2006 (ou simplesmente PL 122) seja banido. Que haja respeito entre todos os seres humanos, independente de religião, orientação sexual, ideologia política, etc. e que toda forma de violência contra todo ser vivo seja punida.

Agora, promover uma ideologia em detrimento de outras, ah, isso sim deve ser combatido com toda a certeza.

Bancada cristã quer a ‘cabeça’ de Haddad em ‘um prato’

O ministro da Educação Fernando Haddad ganhou repúdio por parte de evangélicos e católicos graças ao apoio dele ao polêmico “Kit-Gay”

Ainda falando sobre Kit Gay, a bancada cristã na Câmara e no Senado quer a demissão imediata do ministro da Educação Fernando Haddad. Isso porque, para os referidos parlamentares, o ministro agiu de forma irresponsável ao aprovar o famigerado kit ‘anti-homofobia’.

Rolou até a idéia de a bancada pressionar a convocação do ministro da Casa Civil Antônio Palocci, para se explicar de suas recentes acusações de enriquecimento ‘milagroso’, caso Haddad não fosse substituído.

No páreo, estão os deputados Anthony Garotinho (PSB-RJ), Lincoln Portela (PR-MG) e o senador Magno Malta (PR-ES), que ameaçam inclusive a ‘peitar’ o Governo se ações semelhantes ao Kit Gay forem aprovadas.

Ou seja: o clima de insatisfação é enorme e pode resultar sim, na demissão do ministro. E não somente por causa do KIT Gay. Basta olhar a situação da educação no país e comprovar que, nos oito anos de Governo Lula e agora nos últimos cinco meses do Governo Dilma, pouca coisa foi feita. Cabe à presidenta analisar os pormenores e continuar se pautando pela ética e pelos bons costumes.

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Enfim, adiado…

Senadores durante o debate contra a PL 122, no Congresso

Depois de muita luta (com direito a senadores que quase foram ‘aos tapas’), o famigerada e instigante Projeto de Lei Complementar 122/2006 (ou simplesmente PL122) teve votação adiada para novembro. Graças, claro, à insistência e à chatice da Frente Parlamentar Evangélica, que desceu o sarrafo e conseguiu impedir que o projeto fosse aprovado nesta quinta-feira (12).

Além dos senadores da bancada evangélica, muitos outros (de outras religiões e até sem-região) decidiram analisar com mais cautela o PL 122, uma vez que seus artigos ainda não estão claros ou foram inseridos de forma tendenciosa. Para a maioria, aprovar o projeto agora seria irresponsabilidade.

O dia foi de lutas intensas e de muitos indícios de intolerância por parte do time “pro-gay”. Para se ter uma idéia, quando o senador Magno Malta (PR-ES) foi à tribuna para dar seu posicionamento a respeito do projeto, misteriosamente, a TV Senado interrompeu suas transmissões. A “justificativa” foi que ocorreram apenas “problemas de ordem ténica”. Sei… 

No fim da sessão, a senadora Marinor Brito e o deputado ‘mete bronca’ Jair Bolsonaro trocaram farpas e por pouco não caíram nos “tapas”. Graças ao bom senso de ambos (e da presença “intimidatória” da imprensa), eles apenas ficaram nos xingamentos. 

A balbúrdia ocorreu por causa de um panfleto elaborado pela equipe de Bolsonaro, uma espécie de cartilha “anti-agenda gay”. Marinor chamou o deputado de “homofóbico”, “crimonoso” e uma cambada de adjetivos. Bolsonaro, por sua vez, chamou a outra de “heterofóbica” e assim foi-se.  

Uma coisa é certa: foi uma vitória para os defensores dos valores familiares e dos bons costumes. Foi apenas um ‘susto’ à bancada evangélica e à igreja em geral, que devem agora se empenhar para que tal projeto seja rejeitado pela opinião pública. Vamos continuar protestando contra essa lei absurda, que nada mais é que uma “mordaça” e uma forma de perseguir aqueles que possuem opinião formada neste país.